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O que é Retinopatia Diabética?

O que é retinopatia diabética

A retinopatia diabética resulta de danos aos vasos sanguíneos na retina. Que é a camada de tecido sensível à luz na parte de trás do olho. É uma complicação do diabetes tipo 1 bem como do tipo 2 . Além disso pode causar sérios problemas de visão que variam de visão turva ou embaçada a dificuldade para ver cores e muito mais. Se não tratada, pode causar cegueira.

Pessoas com níveis de glicose e diabetes descontrolados estão em risco para essa complicação. Aliás essa é a causa mais comum de deficiência visual e cegueira nos adultos.

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

Estágios da Retinopatia Diabética

A doença afeta ambos os olhos. De tal forma que progride por quatro fases distintas. Cada fase é distinguida pelo grau e tipo de dano à retina.

Estágio da RetinopatiaDano Causado
Não proliferativa levePequenas áreas de inchaço (microaneurismas) podem vazar líquido para a retina.
Não proliferativa moderadaAlterações nos vasos sanguíneos impedem que o sangue seja entregue à retina, provocando inchaço chamado edema macular diabético (EMD).
Não Proliferativa GraveUm aumento no bloqueio do fluxo sanguíneo priva a retina do sangue necessário para o crescimento de novos vasos. Proteínas chamadas fatores de crescimento aparecem nas áreas onde isso acontece.
ProliferativaO bloqueio completo do fluxo sanguíneo leva ao crescimento de vasos sanguíneos anormais e frágeis dentro da retina e vítreo, a substância gelatinosa clara no centro do olho. Tecido cicatricial pode se formar, o que pode fazer com que a retina se afaste do tecido embaixo. Isso, chamado descolamento de retina, pode levar à cegueira permanente.

O que causa a retinopatia diabética?

A retinopatia diabética ocorre quando os níveis de glicose no sangue não são controlados.

Altos níveis de glicose ( hiperglicemia ) enfraquecem os vasos sanguíneos, fazendo então com que o fluido vaze para a retina e para o vítreo. Dessa forma há ao crescimento de novos vasos sanguíneos. Mas esses novos vasos são fracos.

Só que a retina depende de muitos vasos sanguíneos. Desse modo, sem vasos suficientes, não funciona bem. Ou seja, não absorve a luz e envia os sinais através do nervo óptico ao cérebro para serem interpretados.

Certamente, quanto mais tempo a pessoa tem diabetes descontrolada, maior a probabilidade de ter retinopatia diabética.

Mulheres diabéticas que engravidam ou que desenvolvem diabetes gestacional, a princípio estão em maior risco. Assim como latinos, nativos americanos e afro-americanos. Fumar não apenas faz mal para o diabético, também aumenta o risco de retinopatia diabética.

Certas complicações do diabetes, igualmente estão associadas ao desenvolvimento de retinopatia diabética. Principalmente, pressão alta (hipertensão) e colesterol alto.

Como é feito o exame retinopatia diabética?

A única maneira de diagnosticar a retinopatia diabética é com um exame oftalmológico completo . De acordo com o National Eye Institute, dos vários exames são feitos durante um exame oftalmológico. Os exames para diagnosticar a retinopatia diabética são:

  • Acuidade visual. Que determina se a pessoa pode ver em várias distâncias, usando um gráfico de olho.
  • Tonometria. Uma medida de pressão dentro do olho
  • Exame de retina. Um colírio é pingado no olho para causar a dilatação das pupilas. Dessa forma permite ao médico uma visão clara da retina. Assim podem perceber se há alterações ou vazamento de vasos sanguíneos, riscos de vazamento (como depósitos de gordura), inchaço da mácula, alterações no cristalino do olho e danos ao tecido nervoso.

Outros exames que às vezes realizados se houver suspeita ou diagnóstico de retinopatia diabética incluem:

  • Tomografia de coerência óptica. Uma tecnologia de imagem não invasiva então usada para ter imagens transversais de alta resolução da retina
  • Angiografia de fluoresceína. Um corante fluorescente injetado na corrente sanguínea. Normalmente em uma veia do braço, com o intuito de atingir os vasos da retina. Fotos da retina podem então ser tiradas e usadas para identificar áreas problemáticas específicas.

Tratamento

O tratamento da retinopatia diabética depende em grande parte do estágio em que ela atingiu.

No início, nenhum tratamento pode ser necessário. Mas o monitoramento da saúde dos olhos e controlar o diabetes é fundamental.

Entretanto, se a retinopatia diabética atingir um estágio avançado, um dos procedimentos cirúrgicos abaixo podem ser necessários imediatamente.

  • Foto coagulação. Também conhecido como tratamento a laser focal. Os raios lasers são usados ​​para interromper ou retardar o vazamento dos vasos sanguíneos anormais. Esse tratamento, geralmente feito no consultório ou clínica oftalmológica, provavelmente não fará com que a visão embaçada retorne ao normal, mas evita que piore.
  • Foto coagulação panretiniana. Este é outro procedimento que usa raios lasers para encolher vasos sanguíneos anormais. Às vezes chamado de tratamento a laser de dispersão, também pode ser realizado no consultório ou clínica oftalmológica. Pode levar à perda de alguma visão periférica ou noturna.
  • Vitrectomia. Uma pequena incisão é feita no olho para remover o sangue do vítreo, bem como o tecido cicatricial que pode estar puxando a retina. A vitrectomia é feita em um centro cirúrgico ou hospital com anestesia local ou geral.
  • Terapia anti-VEGF. Este procedimento envolve a injeção de medicamentos chamados inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) no vítreo. Isso ajuda a interromper o crescimento de novos vasos sanguíneos. Os inibidores de VEGF funcionam bloqueando os sinais enviados para o corpo para gerar novos vasos sanguíneos. Às vezes, a terapia anti-VEGF é usada junto com a foto coagulação panretiniana. Embora os estudos de terapia anti-VEGF no tratamento da retinopatia diabética sejam promissores, esse tratamento ainda não é considerada padrão.

Conclusão

Tal como acontece com muitas complicações do diabetes , é possível evitar a retinopatia diabética e outros problemas nos olhos causados pelo diabetes. Antes que medidas como a cirurgia sejam necessárias.

A melhor forma, é certamente controlar o diabetes. Assim sendo, fazer uma alimentação saudável, comer poucos carboidratos e alimentos ricos em nutrientes; praticar atividades físicas; parar de fumar; monitorar a glicose regularmente; e tomar insulina ou qualquer medicamento prescrito por seu médico.

Você também deve ficar atento em relação à sua saúde ocular: faça exames regulares e, se notar alguma alteração na visão, consulte seu oftalmologista imediatamente.

Referências

  1. National Eye Institute. Diabetic retinopathy data and statistics.
  2. Centers for Disease Control and Prevention. Fast facts of common eye disorders.
  3. American Academy of Ophthalmology. What is diabetic retinopathy?
  4. National Eye Institute. Diabetic retinopathy.
  5. National Eye Institute. Get a dilated eye exam.

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1 comentário em “O que é Retinopatia Diabética?”

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