o que comer quando a glicose está alta

O que comer quando a glicose está alta?

Gostou do artigo? Compartilhe!

Quais os alimentos que ajudam a baixar a glicose?

Embora a glicose alta no sangue seja o sintoma mais característico do diabetes tipo 2 , ela também pode estar alta, mesmo que você não tenha a doença.

Para evitar piorar o nível de glicose no sangue, é importante escolher e comer os alimentos que podem te ajudar a regular a glicose no sangue.

Índice:

  1. Alimentos ricos em fibras
    1. Brócolis ou brotos de brócolis
    2. Feijão ou lentilhas
    3. Frutas cítricas
    4. Linhaça
  2. Alimentos ricos em gorduras saudáveis
    1. Peixes
    2. Pasta de amendoim
    3. Abacate
    4. Ovos
  3. Probióticos
    1. Kefir e iogurte
  4. Resumo

Alimentos ricos em fibras

Alimentos ricos em fibras podem baixar a glicose no sangue, desacelerando a digestão.

Isso ajuda a prevenir picos de glicemia e melhorar a resposta do seu corpo à insulina , o hormônio que mantém os níveis de glicose no sangue estáveis.

Os principais alimentos ricos em fibras que você pode comer quando a glicose está alta são:


Brócolis ou brotos de brócolis

O sulforafano é um composto contendo enxofre encontrado nos vegetais crucíferos, incluindo brócolis e brotos de brócolis.

O sulforafano pode ajudar a reduzir a glicose no sangue, aumentando a captação de glicose na corrente sanguínea, regulando as proteínas de sinalização que controlam as células do fígado e sua resposta à insulina.

As células do fígado produzem ceramidas, moléculas de lipídios gordurosos ( gorduras ) que podem causar resistência à insulina .

O sulforafano demonstrou bloquear uma enzima envolvida na síntese de ceramidas. Ao inibir esse gene, o sulforafano pode diminuir os níveis de ceramida e melhorar a sensibilidade à insulina, diminuindo a resistência à insulina.

Quando a sensibilidade à insulina aumenta, o corpo tem uma capacidade melhor de liberar insulina quando a glicose no sangue está alta.

Vegetais crucíferos como o brócolis também contêm glucosinolatos, enxofre e compostos de nitrogênio que podem melhorar a sensibilidade à insulina e baixar a glicose no sangue.


Feijão ou Lentilhas

Legumes como feijão e lentilha contêm fibra solúvel e amido resistente, que são digeridos muito mais lentamente do que carboidratos simples e moléculas de glicose.

Como a fibra solúvel é digerida em uma taxa mais lenta, reduz o esvaziamento do estômago, aumentando a sensação de saciedade e evitando picos de glicose no sangue.

O amido resistente também ajuda a prevenir picos de glicose no sangue depois da refeição. Sendo digerido lentamente, o que pode melhorar o controle glicêmico, especialmente em pessoas com resistência à insulina.

Evidências clínicas sugerem que consumir meia xícara de legumes, como feijão preto ou grão de bico, com carboidratos de fácil digestão, como arroz branco, que pode aumentar rapidamente os níveis de glicose no sangue, ajuda a estabilizar as concentrações de glicose no sangue 60, 90 e 120 minutos após a refeição.

Frutas cítricas

Embora as frutas cítricas contenham glicose, elas não aumentam a glicose no sangue tanto quanto outros alimentos que contêm glicose ou carboidratos simples.

Isso é devido ao alto teor de fibras na pele e na polpa das frutas.

Como a fibra retarda a digestão, a glicose no sangue permanece estável, já que o glicose não entra na corrente sanguínea tão rapidamente e a taxa de absorção do glicose diminui.

Isso ajuda a melhorar o controle glicêmico e a regulação da liberação de insulina é mantém os níveis de glicose no sangue regulados.

Pequenas quantidades de frutose, a molécula de glicose das frutas, também melhoram o metabolismo da glicose, aumento da captação de glicose pelas células do fígado e diminuição dos níveis de glicose no sangue após as refeições.

As frutas cítricas, principalmente a toranja, também contêm naringenina, um polifenol que tem efeitos antioxidantes.

Isso ajuda a regular as enzimas, diminuir a inflamação e o estresse oxidativo, que têm impacto negativo na regulação da glicose no sangue e na resistência à insulina.

A naringenina também ajuda a estimular enzimas que aumentam a absorção de glicose pelos músculos e aumenta a capacidade de detecção de glicose das células no pâncreas de liberar insulina em resposta a glicose alta.

Sementes de linhaça

O consumo de sementes de linhaça pode ajudar a reduzir a taxa de absorção de glicose. Pois são uma fonte rica de fibras e ácidos graxos ômega-3, que ajudam a retardar a digestão e o esvaziamento do estômago.

Isso ajuda a regular a glicose no sangue, evitando picos de glicemia.

A pesquisa clínica mostra que o consumo diário de 30 gramas de linhaça com iogurte ao longo de oito semanas pode ajudar a reduzir os níveis de hemoglobina A1C .

A hemoglobina A1C é um exame que indica o nível médio de glicose no sangue nos últimos dois a três meses.

Alimentos ricos em gorduras saudáveis

Alimentos ricos em gorduras saudáveis ​​podem ajudar a baixar a glicose no sangue. Além disso  tem benefícios anti-inflamatórios e antioxidantes que podem ajudar a regular o metabolismo e a resposta do corpo à insulina.

Os alimentos ricos em gorduras saudáveis são:

Peixe gordo

O consumo de peixes gordurosos pode ajudar a diminuir a inflamação em todo o corpo. Isso por meio dos ácidos graxos ômega-3.

Veja também: Ômega 3 Pra Que Serve e Como Tomar?

A diminuição da inflamação e do estresse oxidativo ajuda a prevenir o aumento da glicose no sangue e da resistência à insulina.

A pesquisa mostra evidências que oito semanas de consumo de 150 gramas de salmão, um peixe gordo, em comparação com o bacalhau, um peixe magro, cinco vezes por semana causa diminuição da glicose no sangue.

O consumo de alimentos ricos em gorduras saudáveis ajuda a aumentar a sensibilidade à insulina depois da refeição. Aumentando a liberação de insulina e ajudando a captar a glicose da corrente sanguínea e assim estabiliza os níveis de glicose no sangue.

Pasta de amendoim ou de nozes

A gordura das nozes, especialmente amêndoas, nozes e amendoim melhora o controle glicêmico.

Ativa a via de sinalização da insulina para liberar mais insulina do pancreas em resposta ao aumento da glicose no sangue e transporte da glicose para os músculos. 

As nozes também são uma fonte rica de magnésio, um mineral que ajuda a regular a capacidade da insulina de captar a glicose da corrente sanguínea. Assim ajuda a baixar a glicose no sangue.

Leia também: Deficiência de magnésio piora o diabetes tipo 2 

Os estudos sugerem que comer uma porção de 30 a 60 gramas de nozes, amêndoas ou amendoim, todos os dias ao longo de oito semanas ajuda os diabéticos a melhorar o controle glicêmico. Baixando a glicose no sangue em jejum, bem como a hemoglobina A1C .

Abacate

Os abacates são uma fonte rica de ácidos graxos monoinsaturados.  Semelhantes às nozes, têm benefícios semelhantes. Melhora a sensibilidade à insulina e captação da glicose. Assim baixa a glicose no sangue.

Da mesma forma que as nozes, os abacates são ricos em magnésio, que também regula a absorção de insulina e glicose,  baixando a glicose no sangue.

Evidências clínicas sugerem que comer meio abacate pode diminuir significativamente os picos de glicemia e baixar a glicose até seis horas após a refeição.

Ovos

Os ovos, especialmente as gemas, são uma fonte rica de ácidos graxos poliinsaturados, minerais e vitaminas.

Eles podem ajudar a diminuir a inflamação em todo o corpo e as interrupções no metabolismo da glicose.

Veja também: Diabético Pode Comer Ovo? 

A pesquisa mostra que consumir dois ovos por dia ao longo de 12 semanas pode ajudar a baixar a glicose no sangue em jejum. Além disso diminui o risco do pré diabético desenvolver diabetes tipo 2 em 40% 


Probióticos

Alimentos Fermentados

Alimentos fermentados como chucrute, repolho fermentado ou algas marinhas fermentadas podem ajudar a regular os níveis de glicose no sangue.

Isso por meio dos benefícios dos probióticos.

Os probióticos são bactérias saudáveis ​​que, quando consumidos, podem ajudar a restaurar os níveis e o funcionamento das bactérias naturais no intestino.

Certos alimentos alteram a estrutura e a atividade das bactérias intestinais. Isso resulta em inflamação crônica e disfunção do metabolismo e aumenta o risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2.

Evidências mostram que o consumo de kimchi  reduz a resistência à insulina e na melhora da sensibilidade à insulina. Alterando os processos metabólicos em resposta aos reguladores da glicose.

O consumo de kimchi também baixa os níveis de hemoglobina A1C e a glicose nos diabéticos

Kefir e Iogurte

Iogurte e kefir, são feitos de leite fermentado. Também são boas fontes de bactérias probióticas boas ​​para o intestino.

As bactérias, como Lactobacillus e Bifidobacterium, são as bactérias probióticas mais comuns usadas nos alimentos, comoo iogurte.

Esses alimentos podem ajudar a baixar a glicose no sangue nos diabéticos.

Além disso, reduz a inflamação e o estresse oxidativo, prevenindo a resistência à insulina e produzindo compostos polipeptídicos que ajudam a aumentar a absorção de glicose pelos músculos.

Outras pesquisas clínicas sugerem que o consumo diário de 150 gramas de iogurte ao longo de quatro semanas pode baixar a glicose no sangue após a refeição e também regula a resposta à insulina.

Resumo

Alguns alimentos como os ricos em fibras, ácidos graxos benéficos como o ômega-3 e probióticos podem ajudar a baixar a glicose no sangue.

Fazer uma dieta equilibrada e saudável é a maneira mais fácil de controlar a glicose no sangue e manter a glicose estável.

A glicose alta no sangue pode aumentar o risco de desenvolver diabetes e outras complicações, mas pode ser controlado com os alimentos certos.

Evitar comer alimentos ricos em carboidratos simples e comer mais alimentos ricos em fibras, gorduras saudáveis ​​e probióticos podem ajudar a equilibrar os níveis de glicose no sangue e melhorar a resposta do corpo à insulina.

LEIA TAMBÉM:

Fontes:

  1. Teng W, Li Y, Du M, Lei X, Xie S, Ren F. Sulforaphane prevents hepatic insulin resistance by blocking serine palmitoyltransferase 3-mediated ceramide biosynthesisNutrients. 2019;11(5):1185. doi:10.3390/nu11051185

  2. Truong TTP, Koyama T. Glucosinolate sinigrin improves insulin resistance to suppress glutathione consumption in type 2 diabetic miceJ Diab Metabolism. 2020;11(10):859. doi:10.35248/2155-6156.20.11.859

  3. Winham DM, Hutchins AM, Thompson SV. Glycemic response to black beans and chickpeas as part of a rice meal: a randomized cross-over trialNutrients. 2017;9(10):1095. doi:10.3390/nu9101095

  4. Jenkins DJ, Srichaikul K, Kendall CW, et al. The relation of low glycaemic index fruit consumption to glycaemic control and risk factors for coronary heart disease in type 2 diabetesDiabetologia. 2011;54(2):271-279. doi:10.1007/s00125-010-1927-1

  5. Den Hartogh DJ, Tsiani E. Antidiabetic properties of naringenin: a citrus fruit polyphenolBiomolecules. 2019;9(3):99. doi:10.3390/biom9030099

  6. Hasaniani N, Rahimlou M, Ramezani Ahmadi A, Mehdizadeh Khalifani A, Alizadeh M. The effect of flaxseed enriched yogurt on the glycemic status and cardiovascular risk factors in patients with type 2 diabetes mellitus: randomized, open-labeled, controlled studyClin Nutr Res. 2019;8(4):284-295. doi:10.7762/cnr.2019.8.4.284

  7. Helland A, Bratlie M, Hagen IV, et al. High intake of fatty fish, but not of lean fish, improved postprandial glucose regulation and increased the n-3 PUFA content in the leucocyte membrane in healthy overweight adults: a randomised trialBr J Nutr. 2017;117(10):1368-1378. doi:10.1017/S0007114517001234

  8. Viguiliouk E, Kendall CW, Blanco Mejia S, et al. Effect of tree nuts on glycemic control in diabetes: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled dietary trialsPLOS ONE. 2014;9(7):e103376. doi:10.1371/journal.pone.0103376

  9. Dreher ML, Davenport AJ. Hass avocado composition and potential health effectsCrit Rev Food Sci Nutr. 2013;53(7):738-750. doi:10.1080/10408398.2011.556759

  10. Park E, Edirisinghe I, Burton-Freeman B. Avocado fruit on postprandial markers of cardio-metabolic risk: a randomized controlled dose response trial in overweight and obese men and womenNutrients. 2018;10(9):1287. doi:10.3390/nu10091287

  11. Lee J, Kim J. Egg consumption is associated with a lower risk of type 2 diabetes in middle-aged and older menNutr Res Pract. 2018;12(5):396-405. doi:10.4162/nrp.2018.12.5.396

  12. Chan M, Baxter H, Larsen N, Jespersen L, Ekinci EI, Howell K. Impact of botanical fermented foods on metabolic biomarkers and gut microbiota in adults with metabolic syndrome and type 2 diabetes: a systematic review protocolBMJ Open. 2019;9(7):e029242. doi:10.1136/bmjopen-2019-029242

  13. An SY, Lee MS, Jeon JY, et al. Beneficial effects of fresh and fermented kimchi in prediabetic individualsAnn Nutr Metab. 2013;63(1-2):111-119. doi:10.1159/000353583

  14. Jung SJ, Park SH, Choi EK, et al. Beneficial effects of Korean traditional diets in hypertensive and type 2 diabetic patientsJ Med Food. 2014;17(1):161-171. doi:10.1089/jmf.2013.3042

  15. Ostadrahimi A, Taghizadeh A, Mobasseri M, et al. Effect of probiotic fermented milk (kefir) on glycemic control and lipid profile in type 2 diabetic patients: a randomized double-blind placebo-controlled clinical trialIran J Public Health. 2015;44(2):228-237. 

  16. Watanabe D, Kuranuki S, Sunto A, Matsumoto N, Nakamura T. Daily yogurt consumption improves glucose metabolism and insulin sensitivity in young nondiabetic Japanese subjects with type-2 diabetes risk allelesNutrients. 2018;10(12):1834. doi:10.3390/nu10121834

 

Gostou do artigo? Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *